Contextualização

A biofortificação nutricional de alimentos vem constituindo uma opção na União Europeia, que tem justificado a constituição de consórcios internacionais (entre outros: a COST Action FA0905, nos quais os proponentes desta proposta tiveram uma função preponderante no Conselho de Gestão em representação de Portugal; o programa HarvestPlus).

A formação destes consórcios internacionais decorre do reconhecimento de que deficiência de magnésio afecta 5% da população mundial (nos diabéticos 25-47%, em pacientes com síndrome metabólico 65,6%; em alcoólatras 30-80%), embora sendo um nutriente essencial no funcionamento ao coração, músculos e rins e participe na regulação dos níveis de cálcio, cobre, zinco, potássio e vitamina D.

Adicionalmente, também se apontam problemas fisiológicos nas carências de ferro e zinco.

Neste enquadramento aponta-se que o ferro é essencial para a síntese da hemoglobina, estimulando, entre outras, as funções cerebral e muscular, e regulando a temperatura corporal, síntese de neurotransmissores, tratamento da anemia ferropriva, doenças crónicas e imunológicas.

Relativamente ao zinco, aponta-se para a relevância do seu elevado potencial antioxidante e a respectiva participação em processos de regulação enzimática, com benefícios reconhecidos face à dermatite atópica, distúrbios da próstata, gravidez, espermatogénese, alopécia, e osteopénia.

Assim, equacionando os aspectos profiláticos e nutricionais inerentes ao consumo de tomate, nesta operação pretende-se o desenvolvimento de tecnologia para produção de tomate biofortificado em magnésio (destinado ao processamento industrial - H9205 e H1534) e em ferro e zinco (de acordo com o modo de produção biológico, para consumo directo – variedades coração de boi, chucha e rio grande), valorizando o produto fresco, de acordo com os requisitos da Alta Segurança Alimentar e as directivas da União Europeia para o sector.